Quem Somos
Ao apresentar a história da Comunidade Evangélica de Mesquita, entendemos ser necessário afirmar que cremos na igeja como corpo de Cristo, formado por pessoas que nasceram de novo, e congregam neste corpo em qualquer parte do mundo. Nesse sentido, a igreja é uma só, independente do nome ou razão social que haja na frente do prédio onde essas pessoas se reúnem. Talvez, você pergunte: "por que existem, então, tantas denominações evangélicas?"
A igreja foi inaugurada por Jesus Cristo. Após retornar ao céu, o Senhor comissionou seus discípulos a darem seguimento a sua obra. Durante o primeiro e segundo século, aqueles poucos judeus se multiplicaram e se espalharam por todos os domínios do poderoso Império Romano. Perseguida por judeus e romanos, a igreja continuava crescendo e unida. Todos caminhavam em unidade e diretamente ligados a Jerusalém, onde estavam os apóstolos e depois os primeiros pais da igreja. Foi assim até o início do 4º século da era cristã.
No século IV, Constantino, imperador romano tem uma experiência sobrenatural e diz converter-se ao cristianismo. A partir dali a igreja deixou de ser perseguida pelo império romano, até que Teodósio, sucessor de Constantino declara o cristianismo como religião oficial do império. A sede da Igreja passou de Jerusalém para Roma. O cristianismo que antes era perseguido agora passou a ser imposto.
Durante dez séculos a igreja manteve uma “pseudo-unidade” baseada na força e na tirania. Até que no século XVI surge um monge católico, Martinho Lutero, que se levanta contra o sistema religioso dominador daquela época, que há muito tempo perdera a essência do cristianismo. Começa então o que a história chamaria de Reforma Protestante. Uma busca da igreja para retornar aos princípios bíblicos acima da tradição. Uma das maiores conquistas que a Reforma trouxe, foi a liberdade de pensamento. A partir daí surgem as várias correntes teológicas que propiciaram o surgimento das denominações evangélicas.
É evidente que a liberdade, em qualquer área, tem um preço. A liberdade tem seus riscos. No caso do cristianismo, a liberdade (por equívocos dos líderes e do povo em geral) muitas vezes gerou descompromisso com os princípios bíblicos. Surgiram então, assim, muitas denominações equivocadas e confusas. Por outro lado, creio que a multiplicidade denominacional é muito mais positiva que negativa, quando propicia às pessoas o direito de escolha para se adequar ao estilo de culto e prática mais adequados ao seu próprio estilo. Entendemos isso como uma ação da multiforme sabedoria e graça de Deus. Ninguém poderá dizer que não teve como se adequar à igreja. Desse contexto de liberdade surgiu a nossa comunidade. No mês de abril de 2002 um grupo de cerca de vinte irmãos se uniu atendendo a uma direção de Deus para darem início a um esforço evangelístico na cidade de Mesquita.
Nesses anos de vida, nossa comunidade tem se esforçado para cumprir a missão de um evangelho integral.
O que cremos
- Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6:4; Mt 28:19; Mc 12:29).
- Na inspiração verbal da bíblia sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão (2 Tm 3:14-17).
- Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e sua ascensão vitoriosa aos céus (Is 7:14; Rm 8:34; At 1:9).
- Na pecaminosidade do homem que o destituiu da glória de Deus, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode restaurá-lo a Deus (Rm 3:23; At 3:19).
- Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus (Jo 3:3-8).
- No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma, recebidos gratuitamente de Deus, pela fé no sacrifício efetuado por Jesus em nosso favor (Rm 10:13; 3:24-26; Hb 7:25; 5:9).
- No batismo bíblico, efetuado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo (Mt 28:19; Cl 2:12).
- Na necessidade e na possibilidade que temos de viver uma vida santa, mediante a obra expiatória e redentora de Jesus Cristo, através do poder regenerador, inspirador e santificador do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas do poder e de Cristo (Hb 9:14; 1 Pe 1:15).
- No batismo bíblico no Espírito Santo, que nos é dado por Deus, mediante a intercessão de Cristo, tendo como uma das evidências externas o falar em outras línguas, conforme a Sua vontade (At 1:5; 2:4; 10:44-46; 19:1-7).
- Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade (1 Co 12:1-12).
- Que todos os cristãos comparecerão ante o tribunal de Cristo, para receber recompensa dos seus feitos em favor da causa de Cristo na Terra (2 Co 5:10).
- No juízo vindouro, que recompensará os fiéis e condenará os infiéis (Ap 20:11-15).
- E na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis, e de tristeza para os infiéis (Mt 25:46).
Nossa missão
Implantar o Reino de Deus na Terra através da pregação do evangelho integral.
Nossa visão
Para cumprirmos a missão que recebemos do Senhor, nossa visão é:
-
Uma pregação bíblica autêntica, confrontando o pecado e restaurando o pecador, profetizando vida plena, vida abundante;
- Ministrações de louvor que agradem a Deus e produza cura e ambiente propício para a semeadura da palavra;
- Discipulado coerente e dinâmico, realizado de maneira multidirecional, através das células (pequenos grupos), sem, contudo, tirar a importância da figura pastoral e da coletividade da igreja maior;
- O exercício e incentivo de vários dons e ministérios, que revelam a multiforme Graça de Deus;
- Não esquecer do papel social da igreja, alimentando os necessitados no corpo, alma e espírito;
- Fazer missões (intercedendo, contribuindo financeiramente e enviando), proclamando com excelência, o nome de Jesus a todos os povos, tribos, línguas e nações;
- Tanto no discipulado como no exercício ministerial, deve-se estimular a consciência que todos somos servos, e que esses servos devem buscar a santidade como estilo de vida, pois cremos que o caráter sobrepuja o ministério.
Nossos cinco pilares
Desde o nascimento da nossa igreja, buscamos firmar valores essenciais. Ao longo da nossa história temos lutado para consolidar esses pilares.
Para que haja um crescimento saudável, um alargar de tendas coerente, é necessário firmarmos bem nossas estacas (Is 54:2).
1) Pregação bíblica e cristocêntrica (2 Tm 4:1-5)
A pregação genuína envolve prontidão constante, refutação, repreensão e exortação, com longanimidade e desejo de ensinar.
“não suportarão a sã doutrina”. Terão “comichão nos ouvidos”.
Comichão é uma irritação na pele que dá vontade de coçar a parte irritada, mas o sentido subjetivo da palavra é desejo ardente.
Fazer a obra de um evangelista, Trabalho árduo (ergon, não, poesis).
Temos o compromisso de pregar mensagens que sejam genuinamente bíblicas e cristocêntricas, mesmo que essas mensagens não sejam atraentes para esses dias hedonistas que vivemos.
2) discipulado dinâmico e mútuo/ o poder da relação (At 2:42-47)
3) transformação social - boas novas aos pobres (Lc 4:18).
A miséria é um dos sinais mais contundentes das sequelas do pecado na humanidade. Uma das características essenciais do pecado é o egoísmo. O egoísmo é a gênese da iniquidade.
Os profetas denunciaram a injustiça social que produz a miséria (Is 58:1-7).
Evidentemente o evangelho é para todos: ricos, pobres, cultos, incautos, grandes ou pequenos. Porém está claro que o evangelho nos conduz a priorizarmos os mais pobres.
Vejamos: Cristo embora descendente de Davi, da Judéia, iniciou seu ministério na Galileia, um dos lugares mais pobres de Israel.
Quando Paulo e Barnabé foram enviados, houve prioridade aos pobres (Gl 2:9,10).
O aviso de Tiago (Tg 2:5,15-1).
Precisamos alcançar os mais pobres com a pregação do evangelho. Boas novas aos pobres devem incluir transformação social, que vai muito além de assistencialismo, mas não deve parar por aí. Sem a palavra do evangelho, não há libertação do pecado. Uma pessoa pobre que recebe saneamento na sua rua, cursos de profissionalização ou cuidados como maquiagem ou festas, terá melhor qualidade na vida, porém se morrer sem cristo irá para o inferno assim mesmo.
4) visão missionária — “Tanto em, como em” (At 1:8).
A palavra poder, dynamus, deu origem a palavra dinamite. O poder do Espírito Santo destrói nossas resistências.
Testemunhas = mártires. A missão pressupõe martírio. Os apóstolos comprovaram em suas vidas a realidade do martírio.
Tanto em, como em. Os diversos métodos e estratégias de crescimento das igrejas locais, ignoraram a concomitância da missão.
Jerusalém (missões urbanas). Nossa ONG e Rocha Sobrinho são a nossa Jerusalém.
Judéia e Samaria (rompendo os limites regionais). A história da missão na zona da mata mineira é o nosso rompimento dos limites regionais.
Confins da Terra (Jordânia, África Central). A questão é quantas oportunidades as pessoas tem para escolher Jesus.
5) Continuidade da manifestação dos dons espirituais (1 Co 12:28-31)
