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Os Apóstolos de Cristo

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    Os Apóstolos de Cristo

    Introdução

    Os doze apóstolos de Jesus Cristo são os patriarcas da igreja, assim como os doze filhos de Jacó são os patriarcas da nação israelita, esses dois grupos formam os 24 anciões que é mencionado no livro do Apocalipse.

    Esses homens tiveram o privilégio de caminhar com o próprio verbo que se fez carne e habitou entre nós (Jo 1:14), receberam e cumpriram a missão de levar o evangelho a todos os cantos do mundo de sua época, até chegar em nossos dias. Hoje temos a oportunidade de, com o mesmo empenho, levar o evangelho a todos os cantos da terra em nosso tempo.

    Mas o que aconteceu com os doze apóstolos? Como viveram após a ascensão de Cristo? Como e até onde levaram o evangelho? Como terminaram suas carreiras como pregadores e anunciadores das boas novas? Quais são as verdades históricas e as lendas sobre suas vidas?

    Vamos voltar no tempo, através da história, e descobrir um pouco mais sobre a vida dos apóstolos do Mestre e tirar lições de fé, coragem e perseverança para sermos imitadores desses homens assim como eles foram de Cristo.

    Jesus quando esteve aqui na terra escolheu doze homens, aos quais preparou para o grande propósito que seria levado a todos os cantos da terra, a partir de agora iremos conhecer cada um de seus apóstolos.

    Os doze chamados por Jesus, Mt 10:24; Mc 3;16; Lc 6:13 – 16

    Vamos sequenciar como cada apóstolo se portou em seus respectivos ministérios. Essa abordagem não é para mensurar o grau de importância de cada um, até mesmo porque todos eram iguais, mas dentro de um grupo de pessoas, há aqueles que se destacam em suas habilidades não porque são mais importantes, mais porque deram foco naquilo que se propuseram a fazer. Por esse motivo vamos apresentar os apóstolos em quatro grupos como segue:

    1 – O círculo íntimo, assim chamado porque receberam privilégios especiais.

    Mt 17:1 – sete dias depois tomou Jesus consigo a Pedro, a Tiago, a João, irmão deste, e os levou, em particular, a um alto monte.

    Mt 26:37 – levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer e a angustiar-se muito.

    Mc 5:37 – e não permitiu que ninguém o seguisse, a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago.

    Nome: Simão (Pedro) – Kefas

    Pais: Filho de Jonas

    Lar: Betsaida e Cafarnaum

    Ofício: Pescador

    Características:

    • Vara transformada em rocha
    • Impulsivo por natureza – Mt 14:28; 17:4; Jo 21;7
    • Compassivo e afetuoso – Mt 25:75; Jo 13:9; 21:15 – 17
    • Cheio de contradições estranhas, as vezes presunçoso – Mt 16:22; Jo 13:8; 18:10
    • Às vezes tímido e covarde – Mt 14:30; 26:69 – 72
    • Abnegado – Mc 1:18
    • Sem dúvida inclinado a ser egoísta – Mt 19:27
    • Dotado de visão espiritual – Jo 6:68
    • Sem dúvida lento para compreender verdades mais profundas – Mt 15:15,16
    • Fez duas grandes confissões de fé em cristo – Mt 16:16; Jo 6:69
    • Fez também uma covarde negação – Mc 14:67 -71

    Os sete passos de sua queda:

    1. Presunção – Mt 26:33
    2. Despreocupação – Mt 26:40
    3. Temeridade – Jo 18:10,11
    4. Seguindo de longe – Mt 26:58
    5. Associações más – Jo 18:18
    6. Negação aberta – Jo 18:25
    7. Blasfêmia – Mc 14;70,71

    Escrituras: 1 e 2 Pedro

    Fonte: Bíblia de Referência Thompson 1992 Editora Vida nova

    História bíblica e tradições referidas a ele.

     O novo testamento não nos diz o que foi feito da maioria dos apóstolos.  Atos conta a morte de Tiago, o irmão de João. Mas o próprio livro de atos deixa-nos em suspense ao terminar dizendo-nos que Paulo estava pregando livremente em Roma. 

    O que aconteceu? Não somente a Paulo, mas também aos demais apóstolos? Desde datas muito antigas começaram a aparecer tradições que afirmavam que tal apóstolo havia estado em tal lugar, ou que havia sofrido martírio de uma forma ou de outra. Muitas destas tradições são indubitavelmente o resultado do desejo por parte de cada igreja em cada cidade de poder afirmar sua origem apostólica. 

    Mas outras são mais dignas de crédito e merecem ao menos que as conheçamos. De todas estas tradições, provavelmente a que é mais difícil de pôr em dúvida é a que afirma que Pedro esteve em Roma e que sofreu o martírio nessa cidade durante a perseguição de Nero. 

    Este fato encontra testemunhos fidedignos em vários escritores cristãos do fim do primeiro século e de todo o século segundo e, portanto, deve ser aceito como historicamente certo. Ademais, tudo parece indicar que a “Babilônia” a que se refere 1 Pedro 5:13 é Roma: “a igreja que está em Babilônia, eleita juntamente convosco, e Marcos meu filho, os saúdam”. Por outro lado, a mesma tradição que afirma que Pedro morreu crucificado cita alguns autores que afirmam ter sido de cabeça para baixo.

    Encontram ecos em João 21:18-19, onde Jesus diz a Pedro: “quando eras mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas onde querias; mas quando, porém, fores velho, estenderás as tuas mãos e outro te cingirá, e te levará para onde não queres.” e o evangelista acrescenta como um comentário: “isto disse, para significar com que gênero de morte havia de glorificar a Deus”.

    Fonte: (História ilustrada do Cristianismo Volume 1 a era dos mártires – Justo Gonzales Editora Vida Nova).

    Nome: Tiago (o mais velho)

    Pais: Filho de Zebedeu

    Lar: Betsaida e Cafarnaum

    Ofício: Pescador

    Tiago pregou em Jerusalém e na Judéia. foi decapitado por Herodes em 44 d.C.  At 12;1,2 

    Martírio do apóstolo Tiago

    Naquele tempo evidentemente o de Cláudio, o rei Herodes pôs-se a maltratar alguns da igreja. e matou Tiago, o irmão de João, com a espada. Acerca deste Tiago, Clemente, no livro VII de suas hypotyposeis, acrescenta um relato digno de menção, afirmando tê-lo tomado de uma tradição anterior a ele. Diz que aquele que o introduziu ante o tribunal, comovido ao vê-lo dar

    testemunho, confessou que também ele era cristão. “Ambos pois, diz Clemente, foram levados juntos dali, e no caminho pediu que Tiago o perdoasse, e este, depois de olhá-lo um instante, disse: a paz esteja contigo, e beijou-o. E assim é que ambos foram decapitados ao mesmo tempo.”

    Então, como diz a divina escritura, vendo Herodes que sua façanha de assassinar Tiago tinha agradado aos judeus, tentou-o também contra Pedro, encarcerou-o e pouco faltou para que o executassem também se um anjo, por aparição divina, não houvesse aparecido a ele durante a noite e não o tivesse retirado milagrosamente da prisão, deixando-o livre para o ministério da pregação. Esta foi a providência disposição no que diz respeito a Pedro.

     

    De como Agripa, também chamado Herodes, perseguiu os apóstolos e logo sentiu a vingança.

    O merecido pelos atentados do rei contra os apóstolos não demorou, e o ministro vingador da justiça divina alcançou-o em seguida. Imediatamente depois da conspiração contra os apóstolos, segundo narra o livro dos atos, pôs-se a caminho de Cesaréia, e ali, estando adornado com esplêndidas e regias vestimentas e colocado no alto diante de uma tribuna, dirigiu a palavra ao povo. Todo o povo aplaudiu seu discurso, como se fosse voz de deus e não de homem, e neste mesmo instante – narra a escritura – um anjo do senhor o feriu, e convertido em pasto para os vermes, morreu.

    Fonte: História Eclesiástica – Eusébio de Cesaréia – 270 d.C. – 339/340 d.C.

    A outra tradição referente às origens da igreja espanhola relaciona essas origens com apóstolo São Tiago. Este é o mesmo “Tiago” de quem já falamos que foi morto por Herodes Agripa, pois originalmente os nomes Tiago, Iago, Diego, Jaime e Santiago são os mesmos. Em todo caso, segundo a tradição São Tiago esteve pregando na região da Galícia e em Zaragoza. Seu êxito não foi notável, pois os naturais desses lugares se negaram a aceitar o evangelho. Quando São Tiago ia regressando a Jerusalém, desanimado por aquilo que parecia ser seu fracasso, apareceu-lhe sobre um pilar a virgem – que ainda vivia e lhe deu ânimo. Esta é a origem da “virgem do pilar”, venerada na Espanha e em várias de suas antigas colônias. Depois de seu regresso a Jerusalém continua a tradição – São Tiago foi decapitado, e então alguns de seus discípulos espanhóis levaram seus restos de volta a Espanha, onde supostamente repousa até os dias de hoje na Basílica de São Tiago de Compostela.

    A tradição referente a São Tiago na Espanha teve grande importância para os espanhóis através de sua história, pois São Tiago é o patrono do país, e “São Tiago e fecha Espanha!” foi o grito de guerra na reconquista contra os mouros. 

    Fonte: História Ilustrada do Cristianismo – a era dos mártires – Justo Gonzales

    Nome: João (o discípulo amado)  

    Sobrenome: Boanerges ou o filho do trovão

    Pais: filho de Zebedeu

    Lar: Betsaida e Cafarnaum

    Ofício: Pescador 

    A tarefa de reconstruir a vida posterior do apóstolo João se complica porque, ao que parece, houve na igreja antiga mais de um dirigente com esse nome. Segundo uma velha tradição, São João foi morto em Roma, condenado a ser colocado em uma caldeira de azeite fervendo. Por outra parte, o apocalipse coloca João, na mesma época, desterrado na Ilha de Patmos. Outra tradição fidedigna diz que depois que passou a perseguição João regressou a Éfeso, onde continuou ensinando até que morreu por volta do ano 100. Tudo isto dá a entender que houve pelo menos duas pessoas com o mesmo nome, e que a tradição depois as confundiu. Por certo que um autor cristão do século II – Papias de Hierápolis, que se havia dedicado a estudar as vidas e os ensinos dos apóstolos, afirmou categoricamente que houve dois Joãos, um o apóstolo e evangelista, e outro o ancião de Éfeso, que foi também quem recebeu a revelação de Patmos. Além disso, a crítica concorda em que os autores do quarto evangelho e do apocalipse devem ser duas pessoas distintas, posto que o primeiro, escreve em grego com estilo elegante e claro, enquanto o segundo parece se encontrar mais à vontade em hebraico ou aramaico. Em todo caso, sabemos que próximo ao fim do século primeiro, houve em Éfeso um mestre cristão muito respeitado por todos, chamado João, a quem seus discípulos atribuíam autoridade apostólica.

    Fonte: História Ilustrada do Cristianismo – a era dos mártires – Justo Gonzales

     

    Relato sobre o apóstolo João

    Por este tempo vivia ainda na Ásia o mesmo a quem jesus amou, o apóstolo e evangelista João, e ali continuava regendo as igrejas depois de regressar do desterro na ilha, depois da morte de Domiciano.

    Que João permanecia em vida por este tempo é suficientemente confirmado por duas testemunhas. Estas, representantes da ortodoxia da igreja, são bem dignas de fé, tratando-se de homens como Irineu e Clemente de Alexandria. o primeiro deles, Irineu, escreve textualmente em alguma parte do livro II de sua obra contra as heresias como segue:

    “e todos os presbíteros que na Ásia estão relacionados com João, o discípulo do senhor, dão testemunho de que João o transmitiu, porque ainda viveu com eles até os tempos de Trajano.”

    e no livro III da mesma obra manifesta o mesmo com estas palavras: “mas também a igreja de Éfeso, por ter sido fundada por Paulo e porque nela viveu João até os tempos de Trajano, é um testemunho veraz da tradição dos apóstolos.”

    Por sua parte, Clemente assinala o mesmo tempo, e em sua obra que intitulou quem é o rico que se salva acrescenta uma narrativa valiosíssima para os que gostam de escutar coisas belas e proveitosas. Toma, pois, e lê o que ali escreveu: “escuta uma historieta, que não é uma historieta, mas uma tradição existente sobre o apóstolo João, transmitida e guardada na memória. Efetivamente, depois que morreu o tirano, João mudou-se da ilha de Patmos a Éfeso. Daqui costumava partir, quando o chamavam, até as regiões pagãs vizinhas, com o fim de, em alguns lugares, estabelecer bispos; em outros, erguer igrejas inteiras, e em outros ainda, ordenar a algum dos que haviam sido designados pelo espírito.

     

    Da morte de João e de Felipe

    Sobre João, quanto ao tempo, também já foi dito; mas quanto ao lugar de seu corpo, indica-se na carta de Polícrates, bispo da igreja de Éfeso, que foi escrita para o bispo de Roma, Victor. Junto com João menciona o apóstolo Felipe e as filhas deste nos seguintes termos:

    “porque também na Ásia repousam grandes luminares que ressuscitarão no último dia da vinda do senhor, quando virá dos céus com glória em busca de todos os santos: Felipe, um dos doze apóstolos, que repousa em Hierápolis com duas filhas suas que chegaram virgens à velhice, e a outra filha, que depois de viver no Espírito Santo, descansa em Éfeso; e também há João, o que se recostou sobre o peito do senhor e que foi sacerdote portador do pétalon, mártir e mestre; este repousa em éfeso.” (pétalon era uma insignia pontificia, própria do supremo sacerdote de Israel)

    Fonte: História Eclesiástica – Eusébio de Cesaréia – 270 d.C. – 339/340 d.C.

     

    2 – O segundo grupo dos apóstolos podemos chamar de trabalhadores silenciosos.

    Nome: André (irmão de Pedro)

    Pais: filho de Jonas

    Lar: Betsaida e Cafarnaum

    Ofício: Pescador

    • Originalmente foi discípulo de João Batista. Segundo a tradição pregou em Citia, Grécia e Ásia Menor, e foi crucificado. A cruz que André foi crucificado foi em forma de x que podemos ver em todas as passagens de níveis a chamada cruz de Santo André.
    • Passou um dia na casa de Cristo quando trouxe Pedro seu irmão a Cristo. Jo 1:35-41
    • Respondeu imediatamente ao ser chamado Mt 4:19,20
    • Era disposto a ajudar, foi ele que trouxe o rapaz dos cinco pães e dois peixinhos. Jo 6:8,9.

    Nome: Felipe

    Pais: desconhecido

    Lar: Betsaida

    Segundo a tradição pregou na Frígia e morreu como mártir em Hierápolis.

    Também diz a tradição que pregou o evangelho na Palestina, Grécia e Ásia Menor, onde se diz que morreu crucificado e apedrejado no ano 80 em Hierápolis na Frígia.

    • Um obreiro pessoal. Jo 1:45
    • Provado por cristo. Jo 6:5
    • Lento em compreender a verdade. Jo 14:8

    Nome: Bartolomeu (Natanael)

    Pais: Tolmai

    Lar: Caná da Galiléia

    • De acordo com a tradição, serviu como missionário na Armênia e foi golpeado até a morte. Relata-nos Jerônimo que Bartolomeu chegou a escrever um evangelho. Foi apresentado a Cristo por Felipe. Quando soube de onde Jesus era pronunciou a frase “por acaso vem alguma coisa boa de Nazaré?

    Nome: Tomé (Dídimo)

    Pais: desconhecido

    Lar: Galiléia

    • A tradição afirma que ele trabalhou em Partos, na Pérsia e na Índia, sendo martirizado perto de Madras, no Monte de São Tomé.
    • Por último, existe também uma forte tradição que afirma que São Tomé foi à Índia. Esta tradição se encontra pela primeira vez no “Atos de Tomé”, que foram escritos nos fins do século II ou princípios do terceiro. Já nessas fontes, entretanto, a visita de Tomé à Índia está envolta em toda uma série de relatos lendários e milagrosos.
    • Segundo o relato, um rei Índio, Gondofares, queria construir um palácio esplendoroso, e com esse propósito pediu ao seu representante na Síria que buscasse um arquiteto.
    • São Tomé – que não era arquiteto – ofereceu-se para levar a cabo a construção do palácio, e com esse propósito foi levado à corte de Gondofares. Mas Tomé se referia a um palácio celestial, e, portanto, repartia entre os pobres todo o dinheiro que Gondofares lhe dava para a construção.

    Por fim, em vista de que nada se fazia no lugar onde o palácio devia se levantar, o rei encarcerou Tomé. Mas então o irmão do rei, Gad, morreu e ressuscitou, e ao seu regresso do lugar dos mortos contou ao rei uma visão que havia tido do palácio celestial que Tomé estava construindo. Ante tal evidência, o rei e seu irmão converteram-se e foram batizados. Por fim, depois de permanecer ali por algum tempo, Tomé deixou a igreja a cargo de discípulo Xantipo, e continuou seu trabalho apostólico em outras regiões da Índia, até que morreu como mártir.

    Fonte: História Ilustrada do Cristianismo – a era dos mártires – Justo Gonzales

     

    Nome: Mateus (Levi) – Grego: Mattityahu

    Pais: Alfeu

    Lar: Cafarnaum

    Ofício: Cobrador de Impostos

    Escrituras: o evangelho de Mateus

    Segundo a tradição morreu como mártir na Etiópia. Com efeito Mateus, que primeiramente tinha pregado aos hebreus, quando estava a ponto de ir para outros, entregou por escrito seu evangelho, em sua língua materna, fornecendo assim por meio da escritura o que faltava de sua presença entre aqueles de quem se afastava.

     

    3 – O terceiro grupo – Os poucos conhecidos

    Nome: Tiago (o mais jovem)

    Pais: ?

    Lar: Galiléia

    Oficio: desconhecido

    Escritura: carta de Tiago (?)

    De como Tiago, chamado irmão do Senhor, sofreu o martírio

    Ao apelar Paulo ao César e ser enviado por Festo à cidade de Roma, os judeus, frustrada a esperança que os induziu a conspirar contra ele, voltaram-se contra Tiago, o irmão do Senhor, a quem os apóstolos tinham confiado o trono episcopal de Jerusalém. O que segue é o que ousaram fazer também contra ele.

    Trouxeram-no, e diante de todo o povo pediram-lhe que renegasse a fé de Cristo. Mas quando ele, contra a vontade de todos, com voz livre e falando mais abertamente do que esperavam, diante de toda a multidão pôs-se a confessar que nosso Salvador e Senhor Jesus era filho de Deus, já não foram capazes de suportar mais o testemunho deste homem, justamente porque era considerado o mais justo de todos pelo grau de sabedoria e piedade a que havia chegado em sua vida, e mataram-no, aproveitando oportunamente a falta de governo, pois tendo Festo morrido na Judéia neste tempo, a administração do país ficou sem chefe e sem controle.

    O modo como ocorreu a morte de Tiago já foi esclarecido pelas palavras citadas de Clemente que conta como o lançaram do pináculo do templo e espancaram-no até matá-lo. Mas quem conta com maior exatidão o que a ele se refere é Hegesipo, que pertence à primeira geração sucessora dos apóstolos e que no livro V de suas memórias diz assim:

    “Sucessor na direção da igreja é, junto com os apóstolos, Tiago, o irmão do Senhor. Todos dão-lhe o sobrenome de “justo”, desde os tempos do Senhor até os nossos, pois eram muitos os que se chamavam Tiago. mas somente este foi santo desde o ventre de sua mãe. Não bebeu vinho nem bebida fermentada, não comeu carne; sobre sua cabeça não passou tesoura nem navalha e tampouco ungiu-se com azeite nem usou do banho.

    Somente a ele era permitido entrar no santuário, pois não vestia lã, mas linho. E somente ele penetrava no templo, e ali se encontrava ajoelhado e pedindo perdão por seu povo, tanto que seus joelhos ficaram calejados como os de um camelo, por estar sempre de joelhos adorando a Deus e pedindo perdão para o povo. 

    Por sua eminente retidão era chamado “o justo” e “oblías”, que em grego quer dizer proteção do povo e justiça, como declaram os profetas acerca dele.  Assim pois, alguns das sete seitas que há no povo e que eu descrevi anteriormente (nas memórias) tentavam informar-se com ele quem era porta de Jesus, e ele respondia que este era o Salvador.

    Alguns creram que Jesus era o Cristo. Mas as seitas mencionadas anteriormente não creram nem na ressurreição nem em que venha a dar a cada um segundo suas obras. Mas os que creram, creram por Tiago. 

    Sendo, pois, muitos os que creram, inclusive entre as autoridades, os judeus, escribas e fariseus se alvoroçaram dizendo: todo o povo corre perigo ao esperar o Cristo em Jesus. Reuniram-se, pois, antes Tiago e disseram: nós te pedimos: retém ao povo, que está em erro a respeito de Jesus, como se ele fosse o Cristo. Pedimo-te que convenças a respeito de Jesus todos os que vierem para o dia da Páscoa, porque a ti todos obedecem. Efetivamente, nós e todo o povo damos testemunho de ti, de que és justo e não te deixas levar pelas pessoas. Tu pois, convence a toda a multidão para que não se engane a respeito do Cristo. Todo o povo e nós mesmos te obedecemos. Ergue-te pois sobre o pináculo do templo para que do alto sejas visível e todo o povo ouça tuas palavras, pois por causa da páscoa reúnem-se todas as tribos, inclusive com os gentios. É assim os mencionados escribas e fariseus puseram Tiago em pé sobre o pináculo do templo e disseram-lhe aos gritos: “Ó tu, o justo! A quem todos devemos obedecer, posto que o povo anda extraviado atrás de Jesus o crucificado, diga-nos quem é a porta de Jesus.”

    E ele respondeu com grande voz: “Por que me perguntam sobre o filho do Homem? Ele também está sentado no céu à direita do grande poder e há de vir sobre as nuvens do céu.”

    E sendo muitos os que se convenceram completamente e ante o testemunho de Tiago, irromperam em louvores dizendo: “Hosana ao filho de Davi!”. então os mesmos escribas e fariseus novamente disseram uns aos outros: “fizemos mal em proporcionar tal testemunho a Jesus, mas subamos e lancemo-lo para baixo, para que tenham medo e não creiam nele.”  e puseram-se a gritar dizendo: “Oh! Oh! Também o justo extraviou-se!” e assim cumpriram a escritura que se encontra em Isaías: tiremos de nosso meio o justo, que nos é incômodo. Então comerão o fruto de suas obras.

    Subiram, pois, e lançaram abaixo o justo. E diziam uns aos outros: “Apedrejemos a Tiago o justo!” E começaram a apedrejá-lo, porque ao cair não chegou a morrer. Mas ele, virando-se, ajoelhou-se e disse: “Eu te peço Senhor, Deus pai: perdoa-os, porque não sabem o que fazem”.  e quando estavam assim apedrejando-o, um sacerdote, um dos filhos de Recab, filho dos Recabim, dos quais o profeta Jeremias havia dado testemunho, gritava dizendo: Parai, que estais fazendo? O justo roga por vós! E um deles, tecelão, agarrou o bastão com que batia os panos e deu com este na cabeça do justo, e assim foi que sofreu o martírio. Enterraram-no naquele lugar, junto ao templo, e ainda se conserva sua coluna naquele lugar ao lado do templo. Tiago era já um testemunho voraz para judeus e para gregos de que Jesus é o Cristo. e em seguida Vespasiano os sitiou. “Isto é o que Hegesipo relata minuciosamente, concordando ao menos com Clemente. Tiago era um homem tão admirável e tanto havia-se espalhado entre todos a fama de sua retidão, que até os judeus sensatos pensavam que esta era a causa do assédio de Jerusalém, iniciado imediatamente depois de seu martírio, e que por nenhum outro motivo estavam eles sofrendo-o senão pelo crime sacrílego cometido contra ele.

    Na verdade, pelo menos Josefo não vacilou em atestar também isto por escrito com estas palavras: “Isto sucedeu aos judeus como vingança por Tiago o justo, irmão de Jesus, o chamado Cristo, porque exatamente os judeus o mataram, ainda que fosse um homem justíssimo.

    O mesmo autor descreve também a morte de Tiago no livro XX de suas antiguidades com estas palavras: “Sabendo César da morte de Festo, enviou a Albino como governador da Judéia. Mas Ananos o jovem, sobre quem já dissemos que havia recebido o sumo sacerdócio, tinha     um caráter especialmente resoluto e atrevido e formava parte da seita dos saduceus, que nos juízos eram justamente os mais cruéis entre os judeus, como já demonstramos.

    Ananos sendo pois assim, considerando oportuna a ocasião por haver morrido Festo e achar-se Albinus ainda a caminho, convocou a assembleia de juízes, e fazendo conduzir perante ela o irmão de Jesus, chamado Cristo – chamava-se Tiago – e alguns mais para acusá-los de violar a lei, entregou-os para que fossem apedrejados. Mas todos os cidadãos considerados os mais

    sensatos e mais fiéis observadores da lei levaram a mal esta sentença e enviaram uma delegação secreta ao rei para pedir-lhe que escrevesse a Ananos para que não levasse a cabo tal coisa, porque já desde o começo não agia com retidão. Alguns deles seu parecer não era permitido a Ananos convocar a assembleia. Persuadido Albinus com o que lhe disseram, escreveu irritado a Ananos, ameaçando-o de pedir-lhe contas. E o rei Agripa destituiu-o por este motivo do sumo sacerdócio, que exercia há três meses, e instituiu a Jesus, o filho de Dameo.” esta é a história de Tiago, do qual se diz que é a primeira carta das chamadas católicas. Mas deve-se saber que não é considerada autêntica. Dos antigos não são muitos os que a mencionam, assim como a chamada de Judas, que é também uma das sete chamadas católicas. Ainda assim, sabemos que também estas, junto com as restantes, são utilizadas publicamente na maioria das igrejas.

    Fonte: História Eclesiástica – Eusébio de Cesaréia – 270 d.C. – 339/340 d.C.

    Nome: Judas (Tadeu)

    Pais: filho de Alfeu e Maria 

    Lar: Galiléia

    Ofício: desconhecido

    Escritura: carta de Judas

    Relato sobre o rei de Edessa

    O relato acerca de Tadeu é como segue. A fama da divindade de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, devido ao seu poder milagroso, alcançou a todos os homens, e com a esperança de cura de suas enfermidades e moléstias de toda espécie, atraía a inumeráveis pessoas que habitavam inclusive no estrangeiro, muito longe da Judéia. 

    Nestas condições se achava o rei Abgaro, que reinava excelentemente sobre os povos do outro lado do Eufrates e tinha seu corpo destroçado por uma doença terrível e incurável para o poder humano. Assim que chegaram a ele notícias recorrentes sobre o nome de Jesus e os milagres unanimemente testemunhados por todos, converteu-se em seu suplicante, enviando um mensageiro com uma carta na qual pedia para ver-se livre da enfermidade. Mas Jesus não atendeu de imediato a seu chamamento. Mesmo assim, fez-lhe a honra de uma carta de próprio punho e letra na qual prometia enviar-lhe um de seus discípulos que o curaria da enfermidade e ao mesmo tempo levaria a salvação para ele e para os seus. Não passou muito tempo sem que Jesus cumprisse sua promessa. Depois de sua ressurreição de entre os mortos e de sua ascensão aos céus, Tomás, um dos doze apóstolos, movido por Deus, enviou à região de Edessa Tadeu que também era um dos setenta discípulos de Cristo como arauto e evangelista da doutrina de Cristo, e por meio dele se cumpriu o que o salvador havia prometido.

    Temos de tudo isto testemunho escrito, tirado dos arquivos de Edessa, que naquele tempo era a corte. Nos documentos públicos que neles se guardam e que contém os feitos antigos e dos tempos de Abgaro, encontra-se também o referido testemunho, conservado deste então e até hoje. mas nada melhor do que ouvir as próprias cartas que tiramos dos arquivos e que, traduzidas do siríaco, dizem textualmente como segue:

    Cópia da carta escrita por Abgaro, toparca, a Jesus e enviada a Jerusalém pelo mensageiro Ananías.

    “Abgaro Ucama, toparca, a Jesus, o bom Salvador que surgiu na região de Jerusalém, saudações: tem chegado a meus ouvidos notícias acerca de tua pessoa e de tuas curas, que, ao que parece, realizas sem empregar remédios ou ervas, pois pelo que se conta, fazes com que os cegos recobrem a visão e que os coxos andem; limpas os leprosos e retiras espíritos impuros e demônios; curas os que estão atormentados por longa enfermidade e ressuscitas mortos.

    E eu, ao ouvir tudo isto de ti, pus-me a pensar que, de duas possibilidades uma: ou és Deus, que descendo pessoalmente do céu realizas estas maravilhas, ou és filho de Deus, já que fazes tais obras. Este é, pois, o motivo para escrever-te rogando-te que te apresses a vir a mim e curar-me do mal que me aflige. Porque também tenho ouvido que os judeus andam murmurando contra ti e querem fazer-te mal. Muito pequena é minha cidade, mas digna, e bastará para os dois.” Esta é a carta que Abgaro escreveu, iluminado então por um pouco de luz divina. Mas será bom que escutemos a carta que Jesus enviou a ele pelo mesmo correio, carta de poucas linhas, mas de muita força, cujo teor é o que segue:

    Resposta de Jesus a Abgaro, toparca, por meio do mensageiro Ananías.

     “Bem-aventurado tu, que creste em mim sem ter me visto. Porque de mim está escrito que os que me viram não crerão em mim, e que aqueles que não me viram crerão e terão a vida. Mas, acerca do que me escreves de ir para junto de ti, é necessário que eu cumpra aqui por inteiro minha missão e que, depois de havê-la consumado, suba novamente ao que me enviou.

    Quando tiver subido, te mandarei algum de meus discípulos, que sanará tua doença e trará a vida a ti e aos teus.”  A estas cartas estava anexado ainda, em siríaco, o seguinte:

    “Depois da ascensão de Jesus, Judas, chamado também Tomás, enviou-lhe como apóstolo a Tadeu, um dos setenta, o qual chegou e se hospedou na casa de Tobías, filho de Tobías. Quando se espalhou a notícia sobre ele, avisaram a Abgaro que havia chegado ali um apóstolo de Jesus, como tinha sido descrito na carta. Começou, pois, Tadeu, com o poder de Deus, a curar toda enfermidade e fraqueza, ao ponto de todos se admirarem. Mas, quando Abgaro ouviu falar dos prodígios e maravilhas que operava e de que também curava, veio lhe a suspeita de se seria o mesmo do qual Jesus falava na carta, ali onde dizia: quando tiver subido, te mandarei algum de meus discípulos, que sanará tua doença. Fez, pois, chamar a Tobías, em cuja casa se hospedava, e lhe disse: tenho ouvido dizer que veio certo homem poderoso e que se aloja em tua casa. Traga-o a mim. Foi-se Tobías para junto de Tadeu e lhe disse: o toparca Abgaro mandou chamar-me e me ordenou que te levasse até ele para que o cures; e Tadeu respondeu-lhe: subirei, posto que fui enviado a ele com poder.”

    “No dia seguinte Tobías madrugou, e tomando consigo a Tadeu, foi até Abgaro. entrou Tadeu, estando ali presentes de pé os nobres do rei, e no momento de fazer sua entrada, uma grande visão apareceu a Abgaro no rosto do apóstolo Tadeu. Ao vê-la, Abgaro se prosternou ante Tadeu, deixando em suspenso todos os que o rodeavam, pois eles não haviam contemplado a visão, que só se mostrou a Abgaro.

    Este perguntou a Tadeu: És tu em verdade discípulo de Jesus, o filho de Deus, o que me disse: te mandarei algum de meus discípulos que te curará e te dará vida? E Tadeu respondeu: porque é muito grande a tua fé naquele que me enviou, por isso fui enviado a ti. E se ainda crês nele, segundo a fé que tenhas, assim verás cumpridas as súplicas de teu coração.

    E Abgaro respondeu-lhe: de tal maneira cri nele, que quis tomar um exército e aniquilar os judeus que o crucificaram, se não me tivesse feito desistir o medo ao império romano. E Tadeu lhe disse: nosso senhor cumpriu a vontade do pai, e uma vez cumprida, subiu ao pai. Disse-lhe Abgaro: também cri nele e em seu Pai, e Tadeu disse: por isto vou pôr minha mão sobre ti em seu nome. E assim que o fez, no mesmo instante curou-se o rei de sua enfermidade e das dores que tinha.

    E Abgaro se maravilhou, porque tal como tinha ouvido dizer sobre Jesus, assim acabava de experimentar de fato por obra de seu discípulo Tadeu, que o tinha curado sem remédios nem ervas. E não somente a ele, mas também a Abdon, filho de Abdon, que sofria de gota e que, aproximando-se também de Tadeu, caiu a seus pés, suplicou com suas mãos e foi curado. E muitos outros concidadãos curou Tadeu, operando maravilhas e proclamando a palavra de Deus.

    Depois disso disse Abgaro: Tadeu, tu fazes estes milagres com o poder de Deus, e nós ficamos maravilhados. Mas eu te rogo que também nos dês alguma explicação sobre a vinda de Jesus, como foi, e também sobre seu poder: em virtude de que poder operava ele os prodígios de que ouvi falar.

    E Tadeu respondeu: agora guardarei silêncio. Mas amanhã, já que fui enviado para pregar a palavra, convoca em assembleia todos teus concidadãos, e eu pregarei diante deles, e neles semearei a palavra da vida: sobre a vinda de Jesus: como foi; e sobre sua missão: por que o Pai o enviou; e sobre seu poder, suas obras e os mistérios de que falou no mundo: em virtude de que poder realizava isto; e sobre a novidade de sua mensagem, de sua humildade e humilhação: como se humilhou a si mesmo depondo e reduzindo sua divindade, e como foi crucificado e desceu ao Hades, e fez saltar o ferrolho que desde sempre prevalecia e ressuscitou mortos, e como, tendo descido só, subiu a seu Pai com uma grande multidão.

    Mandou, pois, Abgaro que ao amanhecer se reunissem todos seus cidadãos e que escutassem a pregação de Tadeu, e ordenou que lhe dessem ouro e prata sem poupar. Mas ele não o aceitou e disse: se deixamos o nosso, como poderíamos tomar o alheio?

    Tadeu, estando no lugar, cura a Abgaro pela palavra de Cristo e deixa pasmos com seus estranhos milagres a todos os presentes. Quando já os tinha bastante predispostos com suas obras conduziu-os à adoração do poder de Cristo, e acabou fazendo – os discípulos da doutrina do salvador. Desde então e até hoje toda a cidade de Edessa está consagrada ao nome de Cristo, dando assim prova nada comum dos benefícios que nosso Salvador lhes fez.

    Fonte: História Eclesiástica – Eusébio de Cesaréia – 270 d.C. – 339/340 d.C.

     

    Nome: Simão (o zelote)

    Pais: Clopas (irmão de José pai de Jesus)

    Lar: Galiléia

    Oficio: desconhecido

    Escritura: desconhecido

    Depois do martírio de Tiago e da tomada de Jerusalém, que se seguiu imediatamente, é tradição que os apóstolos e discípulos do Senhor que ainda viviam reuniram-se de todas as partes num mesmo lugar, junto com os que eram da família do Senhor segundo a carne (pois muitos deles ainda viviam), e todos celebraram um conselho sobre quem seria considerado digno de suceder a Tiago, e todos, por unanimidade, decidiram que Simeão, o filho de Clopas (ou Cléopas discípulo do caminho de Emaús) mencionado também pelo texto do evangelho, era digno do trono daquela igreja, por ser primo do Salvador, ao menos segundo se diz, pois Hegesipo refere que Clopas era irmão de José.

     Segundo a tradição, Simão morreu crucificado.

    Fonte: História Eclesiástica – Eusébio de Cesaréia – 270 d.C. – 339/340 d.C.

     

    Nome: Judas (Iscariotes) 

    Pais: Simão

    Lar: Quiriote da Judéia

    Traiu jesus por trinta moedas de prata, enforcando-se em seguida Mt 26:14 – 16; 27:3,5.

     

    Nome: Matias (um dos setenta discípulos da missão)

    Pais: desconhecido

    Lar: desconhecido

    Ofício: desconhecido

    Escrituras: Evangelho de Matias (livro apócrifo)

    Não há nenhum relato sobre sua vida após a escolha como apóstolo sucessor de Judas Iscariotes. Segundo a tradição pregou e foi martirizado na Etiópia.

     

    Nome: Saulo (Paulo nome dado pela sua cidadania romana)

    Pais: um fariseu

    Lar: Tarso

    Ofício: fabricante de tendas

    Escrituras: treze cartas: Romanos a Filemon

    Foi apóstolo dos gentios e segundo a tradição foi decapitado em Roma por ordem de Nero.

    Da tribo de Benjamim, o jovem Saulo perseguiu todos que eram discípulos de Jesus, porém em uma de suas viagens para cumprir sua missão, Saulo tem um encontro com Jesus, Saulo ouviu uma voz (phonem, os rabinos identificam essa voz como a de Deus, assim como no batismo de Jesus), Saulo mudou seu nome para Paulo o qual recebera devido a sua cidadania romana.

    A obra de Paulo.

    As viagens do apóstolo Paulo são conhecidas de todos, e em todo caso o você pode segui-las lendo no livro de atos. Portanto, não nos deteremos aqui a seguir o itinerário dessas viagens. Basta assinalar que, por alguma razão que o texto não nos explica, Barnabé foi buscar Saulo em Tarso (At 9:26,27) e o levou a Antioquia, onde trabalharam juntos pelo espaço de um ano, e onde os cristãos receberam esse nome pela primeira vez. Depois, em várias viagens,  primeiro com Barnabé e logo com outros acompanhantes, Paulo levou o evangelho à ilha de Chipre, às várias cidades da Ásia Menor, à Grécia, à Roma, e talvez até a Espanha.

    Mas, por outro lado, dizer que Paulo levou o evangelho a esses lugares não deve ser entendido no sentido de que ele foi o primeiro a fazê-lo. Em Roma havia uma igreja bastante grande antes da chegada do apóstolo, como mostra a epístola dos romanos. E o que é mais, o cristianismo já havia se estendido pela Itália até o ponto que, quando Paulo chegou ao pequeno porto de Puteoli (At 28:14), havia ali cristãos que sofrem a recebê-lo. Logo, devemos cuidar em não exagerar a importância do trabalho missionário de Paulo. Já que a obra de Paulo e seus escritos ocupam boa parte do novo testamento, sempre corremos o risco de esquecer que, ao mesmo tempo que Paulo levava a cabo suas viagens missionárias, havia muitos outros dando testemunho do evangelho por diversas partes da bacia do mediterrâneo.

    Barnabé e Marcos foram a Chipre. 

    O judeu alexandrino Apolo pregou em Éfeso e em Corinto. e o próprio Paulo, depois de queixar-se que “alguns pregam a cristo por inveja e contenda”, se alegra de que “por pretexto ou por verdade, Cristo é anunciado” (Fp 1: 15-18). Tudo isto quer dizer que, apesar de toda a importância do labor missionário do apóstolo Paulo, a grande contribuição de Paulo não foi esta, mas suas cartas que vieram a formar parte de nossas escrituras, e que através dos séculos têm exercido sua influência na vida da igreja.

    Quanto ao trabalho missionário em si, foi levado a cabo por algumas pessoas cujos nomes conhecemos Paulo, Barnabé, Marcos, etc., mas também por centenas de cristãos anônimos que iam de um lugar ao outro levando sua fé e seu testemunho. Alguns destes viajavam como

    missionários, por causa de sua fé. Mas provavelmente muitos outros eram pessoas que simplesmente tinham de ir de um lugar ao outro e nessas viagens iam espalhando a semente do evangelho.  Convém assinalar que, ainda que Paulo considerasse a si mesmo como apóstolo dos gentios, apesar disso quase sempre ao chegar a uma cidade ele se dirigia primeiro à sinagoga e através dela à comunidade judaica. Isto nos ajuda a sublinhar o que dissemos anteriormente que Paulo não se cria portador de uma nova religião, mas sim do cumprimento das promessas feitas a Israel.  Que Israel tivesse ficado desamparado, mas que agora, em virtude da ressurreição de Jesus, duas coisas haviam sucedido: a nova era do messias havia começado, e a entrada para ser parte do povo de Israel tinha sido aberta para os gentios.

    Fonte: História Ilustrada do Cristianismo – A era dos mártires – Justo Gonzales

    De como Paulo, enviado preso da Judéia a Roma, fez sua defesa e foi absolvido de toda acusação. (At 21:27-40)

    Como sucessor deste, Nero enviou a Festo (At 25: 8 – 12). Foi em seu tempo que Paulo sustentou seus direitos e foi enviado preso a Roma. Com ele estava Aristarco, a quem em algum lugar de suas cartas chama com toda naturalidade de companheiro de cativeiro. E Lucas, o que pôs por escrito os Atos dos Apóstolos, termina sua narrativa com estes acontecimentos, indicando que Paulo passou em Roma dois anos inteiros em liberdade provisória e que pregou a palavra de Deus sem nenhum obstáculo (At 28:31).

    É, pois, tradição que o apóstolo, depois de haver pronunciado sua defesa, partiu novamente para exercer o ministério da pregação e que, tendo voltado pela segunda vez à mesma cidade, terminou sua vida com o martírio, nos tempos do mesmo imperador. Estando preso, compôs a segunda carta a Timóteo, e se refere de uma só vez a sua primeira defesa e a seu fim iminente. Mas ouçamos melhor seu próprio testemunho: em minha primeira defesa –diz – ninguém me ajudou, antes, todos me abandonaram (que isto não lhes seja posto em conta). Mas o Senhor me ajudou e me infundiu forças para que por mim a pregação fosse plenamente cumprida e todas as nações a ouvissem, e fui libertado da boca do leão. (2Tm 4:16,17).

    Por estas palavras deixa claramente expresso que na primeira ocasião, para que se cumprisse sua pregação, fora livrado da boca do leão, referindo-se com esta expressão, ao que parece, a Nero, por causa de sua crueldade. por outro lado, em continuação não acrescenta nada como: me livrará da boca do leão, porque em seu espírito já via que sua morte seria iminente. Por isso, às palavras: e fui libertado da boca do leão, acrescenta: o senhor me livrará de toda obra má e me preservará para seu reino celestial, indicando assim seu martírio iminente. Isto ele expressa ainda mais claramente

    Um pouco antes, na mesma carta, quando diz: porque estou já sendo oferecido em libação e o tempo de minha partida está próximo. (2Tm 4:6)

    Pois bem, na segunda carta das que enviou a Timóteo afirma que, no momento em que a escrevia, somente Lucas o acompanha (2Tm 4:11), enquanto que, quando fez sua primeira defesa, nem sequer este de onde se deduz que Lucas provavelmente concluiu os Atos dos Apóstolos neste tempo, havendo narrado o que sucedeu enquanto esteve com Paulo.

    Dissemos isto para mostrar que o martírio de Paulo não ocorreu durante sua primeira estada em Roma, descrita por Lucas. é provável que Nero (entre os anos 54 e 59, tempos de calma e bem-estar, Nero ouvia mais os conselhos moderados de Afrânio Burro e Sêneca do que os de sua mãe Agripina), ao menos no começo, estivesse mais propício e que aceitasse mais facilmente a defesa de Paulo em favor de sua doutrina, mas depois que avançou em sua audácia criminosa, atacou os apóstolos tanto quanto aos demais.

    Fonte: História Eclesiástica – Eusébio de Cesaréia – 270 d.C. – 339/340 d.C.

    Crédito Imagem: Brasil em Mapas

    Autor: Pr. Márcio de Souza Silva

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